Arbitragens nacionais: falta de experiência, de qualidade, ou as duas coisas juntas?



Quem teve a oportunidade de visionar o jogo Feirense vs Sporting B do ano passado (2015/16) pôde assistir a uma das arbitragens mais anedóticas que já se viram nos relvados nacionais. O árbitro deste jogo foi Rui Oliveira, precisamente o mesmo que apitou o último encontro entre Setúbal e Sporting CP para a taça da liga.

Foram 3 as situações neste jogo que causaram (como dizer sem ofender terceiros) estupefacção:

Primeiro lance: um jogador do Feirense atira-se contra um defesa leonino de forma ostensiva e o árbitro assinala falta ao jogador que sofre a carga. Muito por acaso o erro do árbitro resulta num penalty inexistente.

Segundo lance: um jogador do Feirense cai sozinho no relvado sem que alguém tenha provocado qualquer falta, mas o árbitro decide expulsar um jogador que não tocou em ninguém. Muito por acaso o erro do árbitro resulta numa expulsão inexistente.

Terceiro lance: na sequência de um lance de ataque o guarda-redes leonino resolve a situação agarrando a bola com as duas mãos, mas eis que um jogador adversário atira-se contra o guarda-redes provocando a sua queda. Na sequência da situação a bola cai no relvado e como o árbitro nada apita o jogador do Feirense não se faz de "esquisito" e empurra a bola para o fundo da baliza. Muito por acaso o erro do árbitro resulta num golo irregular.


Falta de experiência, de qualidade, ou as duas coisas juntas?

Quem viu este jogo chega à conclusão que algo de errado se passa na estrutura e cúpula que gere a arbitragem nacional. Erros grosseiros que acontecem às claras com a agravante de estes mesmos juízes receberem notas "brilhantes" na avaliação a esses mesmos erros. Um dirigente da APAF refere que pede tempo e "condições para que os árbitros possam crescer". Mas uma coisa é ter ou não ter experiência, outra é ter ou não ter qualidade.

Ter ou não ter qualidade é mais importante do que experiência. Um instrutor de condução disse-me um dia que muitos condutores com imensa experiência e muitos anos de condução cometem erros graves que outros instruendos mais novos, e sem experiência, não cometem.

Basta dar um exemplo: qualquer adepto leonino recorda-se da "famosa" arbitragem de Capela entre o SCP e o SL Benfica. O clube de Alvalade revoltou-se com a situação e os árbitros, no meio da sua arrogância e como forma de protesto, boicotaram os jogos do Sporting. O clube leonino tinha um jogo pela frente e como não havia juíz que quisesse apitar o encontro teve que se escolher um árbitro de recurso. Qual o espanto que este juíz "improvisado", sem ser nomeado, sem qualquer experiência de jogos com grandes, e que estava numa categoria muito inferior aos que apitam os jogos da primeira divisão, acabou por fazer uma excelente arbitragem!


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