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Como se expulsam jogadores do FCP sem tremer:

1 - Alex Teles  ;   2 - Maxi Pereira
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Vídeo-estádio e Vídeo-árbitro:

1 - Repor a justiça   ;   2 - A primeira "vítima"

As interpretações subjectivas da definição de penalty (justificações à la carte consoante os casos?)

Quais as condições em que tocar com a mão ou braço na bola é penalty?



1 - Penalty: Braço ou mão na bola

Só se pode considerar penalty quando o remate ou cruzamento é feito muito antes de intersetar o braço ou mão e encontrando-se adversários nas suas proximidades com potencial de perigo.

É o braço ou mão que interseta o percurso bola.
O percurso da bola é alterado de forma deliberada.
Existe intenção de alterar a trajectória da bola.
Quando o defesa interseta a bola não se encontra no mesmo local em que foi feito o remate ou cruzamento, havendo intenção deliberada de procurar atingir a trajectória da bola.


2 - Não é penalty: Bola na mão ou bola no braço

Não se pode considerar penalty quando o remate ou cruzamento é feito à "queima-roupa" ou imediatamente antes de acerta no braço ou mão.

É a bola que interseta a posição do braço ou mão e não o inverso
O percurso da bola é alterado de forma fortuita porque o braço ou mão já se encontravam na mesma trajectória.
Não existe intenção de alterar a trajectória da bola.
Quando o defesa interseta a bola encontra-se no mesmo local em que foi feito o remate ou cruzamento.


Agora ouvem-se considerações "inovadoras" nos media (por ex-árbitros ou meros comentadores) sobre a definição de penalty para justificar que decisões erradas tomadas por árbitros foram as mais correctas. Entrámos no campo da interpretação subjectiva da definição de penalty.

Exemplo 1 - Quando um jogador está envolvido numa jogada de potencial penalty necessita de levantar os braços para mostrar a sua inocência e não ser castigado?

Um ex-árbitro comentou no lance do hipotético penalty entre Estoril e Benfica mais ou menos isto: como o defesa estorilista não levanta os braços e mostra-se resignado, logo aceita-se a marcação do penalty. Ora o que o senso comum diz é que o defesa estorilista sentiu-se intimidado com a claque benfiquista que se encontrava nas suas costas a barafustar em alto som, por isso não ousou protestar.

Que se saiba não há nenhuma regra que obrigue os árbitros a interpretarem a expressão facial dos defesas para julgarem se é ou não penalty.

Exemplo 2 - Só é penalty quando o defesa abre os braços aumentando o volume ocupado pelo corpo?

Agora também entrou na moda um novo conceito que serve para justificar tudo e mais alguma coisa como, por exemplo, o penalty não assinalado no Belenenses - Sporting: quando um jogador não abre os braços mas toca na bola não deve ser penalty. Errado!

Se o remate ou cruzamento é feito muito antes do momento da interseção e o defesa encontra-se numa posição diferente daquela em que foi feito o remate ou cruzamento então há intenção deliberada de intersetar o percurso da bola, alterando a trajectória da mesma.

O jogador abrir ou não os braços no momento da interseção é uma questão importante mas irrelevante quando o defesa altera a sua posição daquela em que tinha no momento do remate ou cruzamento.


A nova tendência (subterrânea) de fazer pontaria ao braço para cavar penaltys

Há avançados ardilosos que, por vezes, intencionalmente fazem remates ou cruzamentos apontados para os braços como forma de cavar penaltys ao árbitro. Qual a solução? Os defesas cortam os seus próprios braços? Aos defesas aconselha-se sempre a recolher os braços.


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